março 24, 2017

Distraí-me. Distraí-me e mergulhei no repouso de um fogo esquecido entre dois corpos urgentes. Ateei a combustão do tempo improvável no toque das tuas mãos e bebi o álcool dos teus lábios como um vicio que se torna incurável. Não sei o que me aconteceu... lembro-me que te respirei na chama que tu eras, na chama que eu sou, no ar ardente em que nos tornávamos todas as vezes que o teu horizonte se confundia com o meu numa fotografia cada vez mais desfocada. E em cada gesto... a morte prometida, a sôfrega entrega de infinito rente ao beijo e o êxtase do meu corpo que se fechou e se deixou morrer no teu.

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