Prateleira estreita de madeira envelhecida a realçar o branco das páginas dos livros. As mãos a controlar a intensidade da luz imaginam um desenho inundado de texturas. O olhar a conjugar as cores, a combinar a nudez de um olho com a perícia milimétrica do outro. O dedo indicador a conversar com o instante: aquele momento que se despenha num ápice à minha frente.
[Teria sido um equivoco perfeito não fosse a imperfeição.]
Um franzir de testa. Um sorriso.
Haverá sempre poesia de luz a tempo de ser colhida.

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